(retirado e adaptado do livro Panoramas de Natal, de S. J. Ribeiro)

 

Ao contar a Maria sobre o nascimento do Menino, o anjo também revelou o nome que ela deveria dar a Ele: “Chame-O de Jesus… Ele será poderoso e será chamado Filho do Altíssimo. Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e Ele reinará para sempre”. Em um sonho, o anjo também compartilhou com José: “Chamará Seu nome Jesus, porque Ele salvará o povo dos pecados deles”.

Há profecias sobre como Ele seria chamado. No livro de Isaías, Ele é chamado Emanuel, Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Em sua essência, Ele é Deus conosco e Rei. Os judeus costumavam atribuir significados simbólicos aos nomes, e o nome Jesus é, por si só, uma boa nova. Bernardo de Claraval resumiu sua grandiosidade dizendo: “O nome de Jesus é doce ao paladar, melodia aos ouvidos e alegria ao coração”.

Ao explorar os vários nomes dados a Ele, que expressam inúmeras bênçãos, percebemos que Ele atende a todos os anseios da alma, revelando uma personalidade excepcional e majestosa. Ele é o Deus-homem, o Verbo que se fez carne. Ele é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, capaz de ser o Salvador do mundo. Não é apenas o Emanuel (Deus conosco), mas Jesus (Salvador) e Cristo (Rei).

Como homem, Ele assumiu o papel de Redentor, e como Deus, executou a redenção. Ele carregou os pecados como homem, representando-nos diante de Deus, e como Deus, pagou nossa dívida. Diante da desobediência humana à lei, era necessário que Ele sofresse; diante da magnitude da ofensa, era necessário que a satisfação fosse infinita. Ele afirmou: “O homem poderia sofrer, mas não poderia satisfazer; Deus poderia satisfazer, mas não poderia sofrer. Portanto, para reconciliar Deus e o homem, o Salvador precisava ser Deus e homem”.

Ele se autodenominou o Filho do Homem, “que não veio para ser servido por muitos”. No entanto, o Deus-homem não é simplesmente a humanidade transformada em divindade, nem a divindade misturada à humanidade; a distinção real entre a humanidade e a divindade permanece, com suas faculdades e atividades específicas.

Nos salmos messiânicos e nas profecias de Isaías, o Homem Ideal tornou-se uma realidade em Jesus Cristo. Ele é o segundo Adão, como afirmou o apóstolo Paulo, pois ao assumir a forma humana, não se comprometeu com o pecado do primeiro Adão. Ao contrário, nasceu de uma virgem para reverter a sentença contra a humanidade e purificar a corrupção. Mesmo sendo historicamente humano, Jesus iniciou uma nova linhagem: a dos obedientes, dos fiéis, dos salvos.

Ele é também rei: “Príncipe da Paz”. Da linhagem de Davi, Ele é identificado como o conquistador cujo reino será eterno. Embora tenha dito muitas vezes “Meu reino não é deste mundo”, Ele desafiou a ideia judaica de um reino messiânico temporal e político. Seu reino é espiritual e eterno. “Ele reinará para sempre”, afirmou o anjo ao descrever sua personalidade. Ele veio para reinar nos corações dos que O aceitam como Salvador, tornando-os súditos de um reino grandioso, pacífico e eterno, conforme profetizado por Isaías.

Os reinos do mundo experimentam flutuações, as dinastias prosperam e desaparecem, mas o reino de Cristo não é temporal nem efêmero. Ele é eterno. Seu reino tem sido expandido pela testemunha e pelo sacrifício dos missionários do Evangelho, dos defensores do bem e dos arautos da paz, cujo sangue tem regado a terra por onde passam.