Me. Ozenildo Santos Xavier da Rocha

 

RESUMO:

O presente artigo intenta captar aspectos contemporâneos da espiritualidade, tomando como lugar de observação a relação que se estabelece entre a liturgia cristã e a experiência em se assistir a um filme cinematográfico. A liturgia cristã se apresenta como uma maneira de expressar a compreensão de sentido particular e pessoal num coletivo de ritos e formas, que se realizam como experiência geradora de sentido na comunidade. O cinema, com a animação proposta nas telas que projetam e recebem dados do cotidiano em sua realidade e ficção, pode apresentar nesta experiência aspectos de significado que transcendem o meramente formal da técnica cinematográfica. Para tanto, em um primeiro momento discute-se a estética do cinema em diálogo com a espiritualidade cristã. Em um segundo momento, apresenta a liturgia como categoria objetiva de sentido da experiência religiosa. Destes aportes, intui-se do cinema a possibilidade de sentido que transcenda a forma puramente técnica e pretende-se compreender o momento da experiência em se assistir a um filme como estética geradora de uma possível experiência religiosa.

 

Palavras-chave: Cinema. Espiritualidade. Liturgia. Sentido. Correlato.

 

INTRODUÇÃO:

O cinema torna-se cada vez mais objeto de estudos nos cursos de ciências sociais e humanas dado ao avanço tecnológico que combina e intercambia as relações entre a grande e as pequenas telas, sejam de aparelhos eletrônicos com acesso à internet seja por aplicativos que possibilitem criar e recriar a fotografia em movimento dando o “tom” da imagem em um contexto que traz de maneira demasiada as marcas do simbólico e do imagético. A cultura em todas as relações combinadas no seu interior cria, sedimenta, recria e interpreta as tradições, convicções e valores construídos, dando os acentos próprios de uma determinada época. A religião como uma instituição sociocultural não está imune a esses processos e experiências particulares e coletivas. Neste artigo, discute-se em um primeiro momento a estética do cinema em diálogo com a espiritualidade. Em um segundo momento, apresenta a liturgia como categoria objetiva de sentido da experiência religiosa. Destes aportes, intui-se do cinema a possibilidade de sentido que transcenda a forma puramente técnica e pretende-se compreender o momento da experiência em se assistir a um filme como estética geradora de uma possível experiência religiosa.

 

 

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