Paulo de Tarso foi um discípulo e apóstolo de Jesus Cristo.

Judeu e cidadão romano, recebeu uma educação sólida nos princípios da Lei de Moisés, fatores determinantes para que ele pudesse exercer seu ministério anos mais tarde. Escreveu ao menos 13 das 27 cartas do Novo Testamento e até hoje é reconhecido como o principal missionário de toda a história cristã. Sobre sua infância, exceto que era oriundo de Tarso (At 9.11), capital da província romana da Cilícia, hebreu, filho de hebreus da tribo de Benjamim (Fp 3.5) e que foi educado e formado na cidade de Jerusalém (At 22.3 e 26.4), pouca coisa sabemos a respeito dos primeiros anos da vida dele. Para um judeu sedento por ser útil à sua religião, como no caso de Paulo, tornar-se fariseu era um caminho quase que natural. Afinal, o sacerdócio não lhe era permitido (para ser sacerdote ele precisaria ter nascido na tribo de Levi). Por ser um fariseu fiel às tradições segundo as quais havia sido formado, até o momento de sua conversão, Paulo não aceitava Jesus como Messias. Ele chegou a pedir cartas de recomendação para perseguir e matar cristãos, pois, na visão dele, estariam acabando com o judaísmo.

O processo de conversão de Paulo começou quando Cristo, através de uma luz, revelou-se a ele durante sua viagem rumo a Damasco (At 9.3). Após essa experiência, Paulo não teve dúvida nenhuma de que Jesus foi crucificado por Pôncio Pilatos, foi ressuscitado e estava vivo. Era o que ele precisava para sua conversão e aceitação de Cristo como Messias salvador. Após a conversão, Paulo se hospedou na casa de Judas em Damasco, sem comer nem beber, orando e meditando sobre a revelação divina. Depois foi batizado por Ananias e partiu para o deserto da Arábia, onde orou e fez penitência por três anos e começou a pregar nas sinagogas que Jesus era o Cristo, Filho de Deus vivo.

Paulo é conhecido como o “apóstolo dos gentios”, pois a parte principal de seu ministério apostólico foi a pregação do Evangelho aos povos não judeus conforme o chamado do Senhor. A fim de cumprir sua missão de levar o Evangelho e a fé cristã aos gentios, Paulo realizou ao menos quatro Viagens Missionárias. Na primeira viagem, com Barnabé, partiu de Antioquia, passando pela Ilha de Chipre, e seguindo por mar para a Ásia Menor, Panfília e Perge. Paulo seguiu suas viagens anunciando Jesus até chegar a Roma, no ano 62 d.C. As 13 cartas de Paulo, também chamadas de Epístolas Paulinas, fazem do apóstolo o principal escritor do Novo Testamento. Essas cartas falam sobre questões centrais da Fé Cristã, sendo escritas ao longo de seu ministério. São elas: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom.

Paulo foi sentenciado por Nero à morte ao declarar seu cristianismo, já que o imperador romano tinha criado o precedente de considerar culpado qualquer suspeito de ser cristão.
A morte teria sido uma escolha de Paulo, já que significaria a imediata e permanente união com Cristo.

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